Goleada de seguros na África do Sul:
US$ 9 bilhões garantirão a Copa
Cobertura abrange estádios, campos de treinamento, transmissão pela televisão e atraso nos jogos
Jogadores mais badalados valerão, individualmente, US$ 73 milhões contra danos físicos
Londres - A Copa do Mundo da África do Sul superou as expectativas do mercado e movimentou um volume de seguros que atingiu os 6,2 bilhões de libras (o equivalente a US$ 9 bilhões), segundo estimativa do Lloyd"s of London. De acordo com essas estimativas, os jogadores mais badalados do evento terão seguro individual contra danos físicos de US$ 73 milhões.
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O crescente envolvimento de corporações e da mídia nesta Copa fez com que houvesse uma disputa acirrada no mercado segurador para cobrir o evento. "Competidores, patrocinadores e imprensa. É impossível saber quanto são, mas todas essas companhias com implicações financeiras precisam de seguro", comentou um dos analistas do Lloyd"s, lembrando das possibilidades de acontecer um cancelamento ou um atraso. "Quando você leva isso em conta, junto com o número de transmissões dos jogos pelo mundo, a estimativa fica em torno de US$ 4,4 bilhões", completou.
Os estádios e os campos de treinamento têm cobertura de 3,2 bilhões de libras, mas outras lucrativas oportunidades de negócios ligadas ao evento estão estimadas em 3 bilhões de libras.
Atraso na abertura
Uma porta-voz do Lloyd"s cita como exemplo um possível atraso na cerimônia de abertura, o que causará problemas aos canais presentes com transmissão ao vivo e com os horários para comerciais já preenchidos.
Ela usa exemplo semelhante ao falar nas partidas de futebol, especialmente a final dos jogos, que também, por algum motivo, podem acabar atrasadas, afetando os canais. Outro problema é o público, que com o possível atraso, pode querer seu dinheiro de volta.
Ramos elementares
A maior apólice, de US$ 4,3 bilhões, é a de property, ou de ramos elementares. Ela garante danos a bens, e nela estão incluídos os dez estádios e as vilas onde ficam os jogadores das seleções. A apólice de no-show, na qual até o IRB Brasil Re participa, também está avaliada em US$ 4,3 bilhões e cobre o cancelamento ou adiamento de jogos pelos mais diversos fatores, como problemas administrativos ou mau tempo.
Segundo o Lloyd"s, há registro de apenas um no-show na história da Copa do Mundo: durante a Segunda Guerra Mundial. Mas por ser guerra, um evento excluído da cobertura de seguro, possivelmente não foi registrado sinistro.
A principal apólice em termos de sustentabilidade é a de Responsabilidade Civil, que cobre danos causados a terceiros durante a realização do mundial, seja por desabamento de arquibancadas, seja no transporte de equipamentos que envolvem o evento.
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