Um dos estudos apresentados foi 'Mídia Social Para Sobreviventes de Câncer no Esôfago', realizado pela Clínica Mayo, na Flórida. Segundo pesquisadores, a mídia social é um recurso importante para pacientes e familiares quando precisam enfrentar difíceis decisões de tratamento após o diagnóstico de câncer no esôfago. "Nós temos trabalhado com sucesso junto a um grupo altamente motivado de 65 pacientes que foram diagnosticados com a doença e agora podem dividir seus anseios", explica Dr. Herbert Wolfsen, um dos médicos envolvidos no estudo.
Segundo ele, o objetivo do projeto era criar uma comunidade online por meio de um grupo no Facebook para ajudar quem sofre de câncer no esôfago. Entretanto, o projeto cresceu e também apoia os acompanhantes do paciente e os ensina como lidar com o problema, além de promover a consciência sobre a doença e incentivar pesquisas na comunidade. "Conexões facilitadas por meio deste grupo levam a mais contato offline, ou seja, as pessoas compartilham suas experiências e conhecimentos sobre o diagnóstico e os tratamentos a partir da perspectiva de quem realmente vivencia a doença", diz Dr. Wolfsen.
No Twitter
De acordo com outro estudo feito nos EUA, o Twitter pode influenciar a propagação das doenças pelo mundo. Para provar essa hipótese, os pesquisadores mapearam, em determinada época, os tweets relacionados à vacinação contra a gripe e chegaram ao seguinte resultado: houve mais tweets a favor. Agora, os estudiosos querem descobrir se o Twitter apenas reflete as atitudes das pessoas, como participar ou não de vacinações, ou se realmente ajuda a espalhar a mensagem.
O estudioso Marcel Salathé, da Penn State University, em University Park, na Pennsylvania, coletou 478 mil tweets que faziam referência à vacinação, em 2009, feita para evitar para a pandemia de gripe suína. Uma equipe de estudantes classificou os tweets a favor, contra e neutro, e eles foram usados para criar um teste de triagem informatizado.
Eles descobriram que as taxas de vacinação foram menores nas áreas em que os tweets tendiam a ser mais negativos sobre a vacinação, e vice-versa. "Se soubermos onde as pessoas estão particularmente mal informadas, então saberemos onde devemos fazer um trabalho para melhor informar", diz Salathé. "O Twitter é uma rica fonte de dados para o mapeamento dessas atitudes. A análise preliminar mostra que é muito provável que as opiniões negativas sobre uma campanha, como a vacinação, são contagiosas nas redes sociais", explica.
Fonte: www.estadao.com.br